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Depressão: O Que É, Causas, Sintomas, Diagnóstico, Tratamento

Atualizado em 27/11/2019

Segundo a OMS, 121 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo.

Ela, que também conhecida como “transtorno depressivo”, é uma doença que pode comprometer a vida pessoa e profissional, levando uma pessoa ao isolamento. E se ela não for devidamente tratada pode também levar uma pessoa a cometer suicídio.

É importante tanto para o paciente quanto para as pessoas no seu círculo familiar e de amigos entender o que é depressão, pois podem dar o apoio necessário que a pessoa precisa para conseguir lutar e vencer essa batalha, afinal de contas a depressão tem tratamento.

O que é depressão?

É uma doença psiquiátrica crônica que se manifesta trazendo alterações no humor, causando uma tristeza profunda e que parece não ter fim.

E essa tristeza ainda pode se relacionar com sentimento de culpa, falta de esperança, de fracasso, etc. Por isso se faz necessário identificar os sintomas dessa doença e buscar ajuda profissional a fim de realizar o diagnóstico.

Segundo estudo epidemiológico, no Brasil, a prevalência de depressão ao longo da vida é cerca de 15,5%.

Uma coisa extremamente importante é distinguir a doença de uma tristeza transitória, em decorrência de algum acontecimento difícil.

Num acontecimento difícil a pessoa passa pela fase de tristeza, mas depois de um tempo consegue superar e seguir em frente. Já na depressão essa tristeza não passa e, muitas das vezes, ela é sem motivos.

Depressão: causas

Essa doença pode conter várias causas. Sendo que alguns dos fatores que podem desencadear o desenvolvimento do problema podem ser:

Problemas de personalidade: nesse caso, pessoas que são pessimistas ou possuem baixa autoestima, por exemplo, possuem maior propensão a desenvolverem a doença;

Bioquímica: alterações em determinadas substancias químicas presentes no cérebro podem também contribuir para o desenvolvimento da depressão;

Genética: esse tipo pode ocorrer em famílias. Um exemplo comum seria no caso de gêmeos idênticos, se um tivesse depressão o outro teria 70% de chances de desenvolver a doença. No entanto, é importante mencionar que nem todas as pessoas com predisposição genética possuem a mesma reação diante de fatores que podem contribuir para provocar o desenvolvimento da doença.

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Sintomas da depressão

Existem muitos fatores a serem considerados antes de um diagnóstico final. E uma delas é eu os sintomas (alguns dos quais mostraremos a seguir) devem estar ocorrendo por pelo menos duas semanas. Conheça alguns dos sintomas da depressão:

– Tristeza com ou sem motivos;

– Baixa autoestima;

– Desinteresse pelas coisas que antes gostava de fazer;

– Dificuldade para dormir;

– Pensamentos de culpa;

– Pensamentos sobre morte e suicídio;

– Cansaço e dores no corpo;

– Dificuldade para se concentrar ou para tomar decisões;

– Obesidade ou perda de peso (sendo que eles não possuem relação com estilo de alimentação);

– Entre outros.

É importante ainda mencionar que esses sintomas podem variar de leves a graves.

Há também outros sintomas físicos que essa doença pode causar como as palpitações, sendo que muitos o confundem com problemas cardíacos até fazem todos os exames e constatarem que não há esse tipo de problema.

Por fim, é extremamente importante ainda mencionar que existem outras condições médicas que podem apresentar os mesmos sintomas. Por isso somente um especialista poderá avaliar o caso e fornecer um diagnóstico.

Tipos de depressão

Em se tratando de depressão, ela ainda pode ser classificada em diferentes tipos, sendo alguns deles:

Depressão maior ou grave: esse tipo de depressão se caracteriza pela presença dos sintomas típicos da doença, no entanto esses sintomas estariam presentes de forma mais intensa e por um período mais longo. Esse, que é um dos tipos mais grave da doença, pode possuir relação com herança genética;

– Transtorno depressivo persistente: esse tipo se caracteriza pela mescla de dois tipos de depressão, ou seja, aqui há sintomas de depressão maior com sintoma de depressão leve. Geralmente esses sintomas podem durar por dois anos ou mais, sendo que é esse período que faz com que a depressão seja classificada como transtorno depressivo persistente (também conhecida como “distimia”);

– Depressão psicótica: esse tipo acontece quando um indivíduo apresenta sintomas de depressão grave e também quadros psicóticos, tais como delírios ou mesmo alucinações (ouvir ou ver o que ninguém ouve ou vê);

– Sazonal: é o tipo que manifesta os sintomas mais no inverno, onde há os dias são maus curtos e com menos sol. Ela é mais comum em países mais frios e onde o sol não possui muita incidência. Há também os que apresentam sintomas durante o final do ano;

– Depressão pós-parto: esse é um tipo especifico e, como o nome diz, acontece logo após o parto. No entanto, pode também acontecer durante a gravidez. Ela tem relação com os hormônios da mãe nesse período, onde pode ocorrer um desequilíbrio (elevada produção durante a gravidez e queda repentina
após o parto). Levando até mesmo a mão a rejeitar o bebê.

Como é feito o diagnóstico?

Antes de ser feito um diagnóstico final ou de iniciar um tratamento, o especialista (que pode ser um psicólogo ou psiquiatra) faz uma avaliação completa, tanto psicológica quanto física também.

Há certos casos em que o especialista pode solicitar que sejam feitos exames de sangue e outros, a fim de constatar se o problema que esteja causando os sintomas não seja outro como uma condição médica.

Para que se constate que o indivíduo possui esse problema, o profissional realiza esses exames clínicos, psicológicos e também pode solicitar um histórico médico e familiar do paciente. Desse modo, ele poderá chegar a um diagnóstico preciso e poder indicar o melhor tratamento.

Tratamentos e medicação

Após o diagnóstico da depressão, o especialista identificará também o grau dela. E, a depender desse resultado, ele poderá prescrever o tratamento adequado.

Dentre os tratamentos utilizados estão a psicoterapia, a qual pode ser feita com o seu medicação.

Mas nem sempre quem possui essa doença deverá fazer uso de medicação, é o especialista quem deverá tomar essa decisão, e isso pode variar de paciente para paciente, a depender do grau da doença, da causa, entre outros.

Como dito, a psicoterapia pode ser usada sozinha (para tratar a depressão leve) ou acompanhada de medicamentos antidepressivos (nos casos de depressão moderada ou grave).

E dentre as diversas abordagens terapêuticas utilizadas no tratamento dessa doença temos a terapia cognitivo comportamental (TCC), que é bastante eficaz.

A TCC é um tipo de terapia que foca no presente e em resolver problemas. Ela auxilia a pessoa com depressão a reconhecer que há um problema e a tomar atitudes para mudar pensamentos e a forma como age.

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